sábado, 28 de fevereiro de 2009

Intelectuais lançam manifesto de repúdio ao jornal Folha de S.Paulo


Quando penso que os lobos-em-pele-de-cordeiro da mídia, que se aproveitaram de forma criminosa da ditadura militar no Brasil para formar grandes impérios, já estão respeitando mais o povo brasileiro, reaparece um dos beneficiados tentando maquiar as atrocidades acontecidas naquele período.
Todo brasileiro medianamente informado sabe que vivemos, entre 1964 e 1985, um período negro para a liberdade de expressão, os direitos humanos e a democracia. Além disso, no livro "Direito à Memória e à Verdade", produzido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, e lançado recentemente, o Estado brasileiro já assumiu que a repressão política decapitou, esquartejou, estuprou, torturou e ocultou cadáveres, entre outros atos cruéis, de opositores da ditadura que já estavam presos e que não tinham como reagir. Mesmo assim há os que querem “apagar” acontecimentos históricos, na tentativa de reescrevê-los sob a ótica dos vencedores, confirmando o que escreveu o escritor argentino Jorge Luiz Borges: "O passado é indestrutível. Mais cedo ou mais tarde as coisas retornam e uma delas é o plano de destruir o passado."
No papel de um cidadão que não aceita qualquer forma de restrição às liberdades democráticas já conquistadas pelo povo brasileiro, é que divulgo o artigo “Intelectuais lançam manifesto de repúdio à Folha de São Paulo”, publicado pela Agência Carta Maior, em 23 de fevereiro de 2009.
Gilvan Almeida

Intelectuais lançam manifesto de repúdio à Folha de S.Paulo

SÃO PAULO - Um grupo de intelectuais lançou sábado (21) um abaixo-assinado na internet em repúdio à Folha de S.Paulo. O manifesto protesta contra um editorial publicado quatro dias antes pelo jornal, que relativiza as atrocidades da ditadura militar (1964-1985) e classifica o período como "ditabranda".O texto condena "o estelionato semântico manifesto pelo neologismo 'ditabranda' e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964". Segundo os signatários do manifesto, "a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do pais".
Outra motivação do abaixo-assinado foi prestar solidariedade aos professores acadêmicos Maria Victória de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato, cuja legítima indignação ao editorial foi tachada de "cínica" e "mentirosa" pela Folha. "Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro", diz o texto.

A íntegra do manifesto é a seguinte:

REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

"Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica “revisão histórica” contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro último. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país.Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964. Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a “Nota de redação”, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta às cartas enviadas à seção “Painel do Leitor” pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante às insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal. Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Esopo e a língua

Gosto de aprender através da interpretação de ditados, provérbios, fábulas, parábolas e outras formas de sabedoria popular. Gostei muito desta.
Gilvan Almeida


Esopo e a língua

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.
Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:
- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.
- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?
- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo. A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
- Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.
Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

***

Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.
Fala pouco. Pensa muito.
Sobretudo, faze o bem. A palavra sem ação, não esclarece a ninguém.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em fábula de Esopo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A herança


A herança

Gilvan Almeida

Pais e mães: vocês já pensaram sobre a herança que estão deixando para seus filhos? Não, não estou falando de casas, fazendas, apartamentos, terrenos, carros e outros bens materiais. Estou falando no que está sendo construído no interior deles, em seus corações e mentes, através da criação que vocês estão dando.
A principal herança que recebi de minha mãe foi o gosto pela literatura. Com ela fiz muitas viagens através dos livros, conhecendo universos mágicos, distantes de nossa realidade de Rio Branco-Acre nas décadas de 60 e 70, paixões e segredos de heróis e heroínas, que alimentavam meus sonhos infantis e depois de adolescente. De meu pai recebi, e ainda venho recebendo, graças a Deus, grandes exemplos de solidariedade, dignidade, honestidade, trabalho, amor pela família e ao próximo, o que me dá o norte, a rota segura de minha vida.
Encontrei uma frase do terapeuta Karl Rogers que me fez pensar: “A criança precisa construir em si mesma uma imagem de que é amada, capaz, criativa e segura.” Voltei o meu exame inicialmente para a criança em mim, avaliando o quanto que já me sinto amado, capaz, criativo e seguro. Vi que preciso melhorar muito, amadurecer mais, continuar nessa caminhada de autoconhecimento, conscientização e transformações, e me ver cada vez mais sem máscaras, sem auto-enganos.
Em seguida, vendo o quanto que os pais tem importância nessa construção dos filhos, examinei o meu papel de pai através dos seguintes questionamentos: será que estou expressando na dosagem correta todo o meu sentimento de amor, de compreensão e de colocação de limites, para que eles se sintam verdadeiramente amados e seguros? Será que venho fortalecendo suas auto-estimas, reconhecendo e valorizando o que eles pensam e fazem, para que vejam que são capazes? Qual é o estímulo que venho dando para que eles percebam e acreditem em seus potenciais criativos?
Pude ver que é muito grande mesmo a responsabilidade de colocar um filho nesse mundo, e criá-lo com equilíbrio e firmeza, direcionando-o a ser um ser humano íntegro e feliz, em paz consigo mesmo e com seu próximo.
Li, há um tempo, que na França uma pessoa estava processando seus pais por má criação e a conseqüente geração de danos psiquiátricos e psicológicos severos, pedindo deles uma indenização para custear as despesas do tratamento que estava tendo que fazer. Não sei em que deu, mas achei coerente e justo o pedido.
(Escrito em 31.07.2006)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Religiões: Islamismo


O blog Cabeça e coração é um espaço destinado a divulgar conhecimentos, no sentido de ampliar nossa consciência sobre este mundo em que vivemos, pois o ser humano pode e deve saber o que há nele, para um dia ser conhecedor de tudo quanto há. Acredito que a Verdade não é posse e nem exclusividade de uma só Religião ou Filosofia, embora algumas digam que são elas as detentoras deste privilégio. Admiro todas as religiões que ensinam a Fé em Deus, a amar ao próximo, a fazer o Bem, e compreendo que cada um deve seguir a que mais tocar o seu coração, a que atenda às suas buscas e necessidades espirituais.
Acho muito bonito ver que as verdades ditas por um Mestre também terem sido ditas por outros grandes Mestres, em outras épocas, em outras civilizações. Olhem esta: um dia um discípulo de Buda (século V antes de Cristo) pediu a ele que fizesse uma síntese de toda a sua Doutrina. Buda disse: "Pára de praticar o mal, pratica só o Bem, e seja limpo de coração". Pra mim igual ao que tantos outros ensinaram antes e depois dele.
As religiões fazem parte dos temas que tenho interesse em estudar e conhecer, e dentre elas destaco o ISLAMISMO,
religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta Maomé e numa escritura sagrada, o Alcorão.
Em geral, as notícias que lemos e vemos nos jornais escritos e de TV são provenientes dos Estados Unidos ou influenciadas por eles. Então, quase sempre há muita desinformação, mostrando os islâmicos ou mulçumanos como terroristas, povos bárbaros que massacram as mulheres e minorias, que professam uma religião que incentiva a violência contra “os povos civilizados e democráticos” e até contra si próprios. Hoje, 04.01.2009, há uma matéria no site da UOL que diz “Muçulmanos xiitas afegãos participam de ritual de autoflagelo com correntes e lâminas cortantes em mesquita de Cabul”, onde há apenas foto de homens sangrando devido a autoflagelos, sem explicar o contexto e o significado ritual e espiritual da cerimônia, alimentando em nós, cristãos ocidentais, o preconceito contra “os bárbaros”. São os inimigos da vez, como um dia foram os vietnamitas, os comunistas, os cubanos e tantos outros povos que se opuseram à exploração e à tirania daquela grande potência.
Dentro do Islamismo há ensinos esotéricos ensinados através do Sufismo. Segundo Richard Francis Burton, escritor inglês, ‘A filosofia básica do Sufismo é: "Estar no mundo, mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, (...) '. O Sheikh Muzaffer Ozak disse a respeito do praticante do Sufismo: "...Ser um derviche (estudante do Sufismo) é sentir e ajudar aos outros, não somente sentar e rezar. Ser um verdadeiro derviche é levantar aqueles que
caíram, enxugar as lágrimas dos que sofrem e confortar aos órfãos e aos que
estão sós..."
O texto abaixo – retirado do site da BBC - mostra pontos em comum entre o Islamismo, o Judaísmo e o Cristianismo, bem como alguns de seus fundamentos religiosos. Dois exemplos: as três religiões têm Jerusalém como cidade sagrada e o anjo que revelou o texto do Alcorão a Maomé é o mesmo que anunciou a Maria a vinda de Jesus - Anjo (Arcanjo) Gabriel.

Gilvan Almeida


Os fundamentos do Islã e os festivais religiosos

Para os muçulmanos, só existe um Deus cujo nome é Alá. E o último profeta de Alá foi Maomé. Maomé não é deus, mas um homem por intermédio de quem Alá revelou sua vontade ao mundo. Maomé é reverenciado pelos islâmicos, mas não adorado. Tudo e todos dependem de Alá.Todos os islâmicos de qualquer parte do mundo e de qualquer etnia pertencem à mesma comunidade chamada de “umá”.Os islâmicos são orientados a seguir a vontade de deus pelo Corão, o livro sagrado considerado pelos muçulmanos como a palavra de Deus.Os islâmicos acreditam em anjos e em profetas como por exemplo, Abraão ou Ibraim, Moisés ou Musa, Davi ou Dawu, Jesus ou Isa. Mas de todos estes, Maomé seria o último profeta.

Juízo

Para os muçulmanos, haverá um julgamento final em algum dia. Existe predestinação (Alá já decidiu o que vai acontecer, mas isso não impede que os seres humanos continuem tomando decisões)Segundo a crença, Deus é onisciente, onipotente, onipresente e não tem forma. Não pode ser visto, ouvido, não tem sexo.O ser humano pode se aproximar de Deus por meio de orações e recitação do Corão. Para os islâmicos, Deus não tem filho ou parentes, e não há outro deus superior a Alá.A oração cinco vezes por dia é a base da fé islâmica, feita na mesquita ou em qualquer outro lugar. Antes das orações da tarde nas sexta-feiras, o imã da mesquita fala sobre um assunto relevante baseado no corão ou na história sobre a vida de Maomé.O imã não é um sacerdote, mas um islâmico devoto que conhece bem o corão e goza de grande respeito na comunidade muçulmana.

Nomes de Deus

Para os islâmicos, há vários dogmas relacionados a Deus:
- Só existe um Deus e não pode haver outro.
- Deus é chamado de Alá que significa “Aquele que é Deus”.
- Deus é poderoso.
- Deus criou todas as coisas.
- Deus é misericordioso e compassivo.
- Deus sempre existiu e sempre vai existir e é atemporal.
- Deus está presente com os islâmicos todo o tempo.
- Maomé é o mensageiro de Deus.
- Deus tem 99 nomes.

O Corão

O Corão é considerado a palavra de Deus e contém os fundamentos da fé islâmica. De acordo com a tradição, o Corão foi ditado a Maomé pelo arcanjo Gabriel.
Por causa de sua origem considerada divina, o Corão nunca foi alterado desde que foi compilado. Cópias do Corão são tratadas com grande respeito. Os muçulmanos acreditam que o Corão é cópia fiel de um texto que existe no céu.O único texto considerado legítimo do Corão é o do original em árabe. Islâmicos consideram as traduções para outras línguas “versões do original”. O corão tem 114 capítulos chamados de suras quem contêm nomes e números. Os islâmicos preferem ouvir a ler o corão silenciosamente, e há várias páginas na internet onde o corão pode ser ouvido.O hadiths são histórias sobre as palavras e atos de Maomé e seus companheiros ou seguidores contemporâneos. Esses manuscritos são considerados os textos mais sagrados depois do Corão.

Mesquita

O lugar de culto dos islâmicos é a mesquita - palavra que deriva do árabe e quer dizer lugar de prostração. Os islâmicos não acreditam em reencarnação. Assim como para os cristãos, existe apenas uma vida, vindo depois disso o julgamento final. E também como o cristianismo, o islamismo é uma religião missionária que procura converter pessoas.
Do lado de fora de cada mesquita ou até mesmo na entrada do prédio existe um lugar onde devem ser depositados os calçados dos fiéis. Também há mesquitas que oferecem possibilidade de banho antes das orações. Todos se sentam no chão porque diante de alá, todos têm o mesmo status. Mulheres podem assistir às orações nas mesquitas, mas têm que sentar separadas dos homens para não lhes causar nenhuma distração. É mais comum que as mulheres rezem em casa. Para orientar os fiéis, uma coluna em uma das paredes, o mihrab, aponta para a direção de Meca.

Feriados islâmicos

Há apenas duas festas islâmicas, o Eid-al-Fitr e o Eid-al-Adha - a palavra Eid significa festa, feriado. Mas há varias outras datas comemoradas pelos muçulmanos.Al-Hijra é o ano-novo dos muçulmanos, em comemoração à hégira, quando Maomé muda de Meca para Medina. Ashura é um dia de jejum para os islâmicos que marca dois eventos históricos: o dia em que, segundo eles, Noé saiu da arca e o dia em Moisés foi salvo dos egípcios por Alá.Os islâmicos xiitas comemoram nesse dia o martírio de Hussei, o genro de Maomé, em 680.
O aniversário de Maomé, quando o profeta e sua vida são lembrados. Pais contam histórias sobre a vida de Maomé para os fihos.Lailat al Miraj é o dia em que Maomé teria viajado de Meca a Jerusalém em uma noite sobre as asas de Buraq, ele ascende ao céu para se encontrar com os profetas anteriores e Deus. Foi neste dia que Maomé diz ter recebido a revelação de que islâmicos deveriam orar cinco vezes por dia.Já Lailat al Qadr é a noite do poder em que o corão foi revelado a Maomé, e Eid al Fitr marca o fim do Ramadã, o mês do jejum dos islâmicos.Eid el Adha é o nome do festival do sacrifício que marca o fim da peregrinação à Meca, o hajj. Os peregrinos viajam até o vilarejo de Mina, onde eles atiram pedras contra três colunas. Os peregrinos passam vários dias em Mina. Após atirar pedras na primeira coluna, eles sacrificam um animal para lembrar a época em que Ibrahim ou Abraão sacrificava um cordeiro a Deus.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Obama: não entro nessa onda.

Gilvan Almeida

Tenho visto com muita desconfiança esta “febre” de esperanças e créditos ao novo governo dos Estados Unidos da América (EUA). Em sentido figurado vejo as galinhas (nós, seres humanos não nascidos nos EUA) comemorando a chegada de uma nova raposa para tomar conta do galinheiro (o planeta). Simplesmente não acredito que estejamos no início de uma "nova era" da política estadunidense, porque ainda não vi motivos de ordem lógica, política, econômica e ideológica para tanta confiança. Só porque ele é negro e veio de família humilde? Porque se elegeu com um discurso cheio de “promessas boazinhas e democráticas” como qualquer político de esquina sabe fazer? É muito pouco para mim, pois não posso esquecer que ele é um político estadunidense, vai defender os interesses dos EUA e suas transnacionais, já que aquele país se sustenta, como atual matriz do capitalismo, através da exploração secular das riquezas dos povos. Você acha que eles vão abrir mão assim, de forma fácil, da hegemonia mundial, que conseguiram e vêm mantendo a ferro e a fogo? Que acabarão com as agressões e invasões de países onde haja algo contra os seus interesses? Duvido. Alguém acredita que foi o povo que o colocou no poder? Ingenuidade achar que sim, e ele vai defender os interesses de quem realmente o colocou na Casa Branca, quem financiou a campanha e que vai querer continuar usufruindo do poder e das riquezas globais. Para alimentar as expectativas mundiais, certamente veremos medidas de ordem cosmética, tais como a que foi anunciada hoje sobre o fechamento da prisão ilegal de Guantánamo, só que no prazo de um ano. Como posso acreditar na pessoa que diz publicamente que o ex-presidente George W. Bush é um bom homem?

Portanto minha credibilidade em Obama é zero. Espero que daqui a quatro anos eu volte a escrever aqui, refazendo a minha opinião, pois no período, os EUA passaram a realmente cumprir as leis internacionais; desativaram todas as suas bases militares mantidas no exterior e já não possuem nenhum soldado em qualquer nação; que suas transnacionais estão agindo de forma ética e dentro das leis de cada país; que estão respeitando a autodeterminação e liberdade dos povos; e que os recursos que eles dispendiam para manter suas tropas em guerra foram alocados para a erradicação da fome, das doenças transmissíveis e das desigualdades econômicas e sociais em todo o planeta.
PS: Não sou xenófobo em relação ao povo de lá. Conheço muitos deles gente fina.

sábado, 17 de janeiro de 2009

20 frases selecionadas de Millôr Fernandes

O Millôr, dentre outras qualidades artísticas, é um grande frasista. Vejam estas 20 que selecionei.
Gilvan Almeida

1. Você pode evitar descendentes. Mas não há nenhuma pílula para evitar certos antepassados.
2. A psicanálise descobriu: gafanhoto não tem grilo.
3. Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos muito bem.
4. Brasil, condenado à esperança.
5. Todo homem nasce original e morre plágio.
6. Às vezes você está discutindo com um imbecil... e ele também.
7. O otimista não sabe o que o espera.
8. Aviso aos navegantes: Em Brasília ainda tem dois deputados do baixo clero sem patrocinador.
9. Proudhon dizia que toda propriedade é um roubo. A elite brasileira acha que todo cargo público é uma propriedade.
10. Ser pobre não é crime mas ajuda muito a chegar lá.
11. Político profissional jamais tem medo do escuro. Tem medo é da claridade.
12. Cada vez há mais fortunas feitas entre o pôr-do-sol e o nascer-do-sol do que entre o nascer-do-sol e o pôr-do-sol.
13. Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder.
14. O Brasil é o país do mundo que tem mais ventríloquos.
15. Todos os países são difíceis de governar. Só o Brasil é impossível.
16. Já que não conseguimos aumentar a grita dos descontentes, precisamos pelo menos diminuir o sorriso dos satisfeitos.
17. Certas pessoas que tomam certos remédios são tão ingênuas que merecem ficar boas.
18.Fiquem tranqüilas as autoridade. No Brasil jamais vai haverá epidemia de cólera. Nosso povo morre é de passividade.
19. Morte súbita é aquela em que a pessoa morre sem o auxílio dos médicos.
20. Três coisas absolutamente seguras: o nascer do sol, a hora do sofrimento, a morte.

Leia mais frases do Millôr: http://www2.uol.com.br/millor/frases/frases_01.htm

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Grandes pensadores I – Pietro Ubaldi


Ainda tenho pouco conhecimento a respeito da obra do pensador e filósofo Pietro Ubaldi, mas já o admiro pelo pouco que conheço, por isto coloco este pequeno e profundo texto dele, para dar um estímulo aos leitores do blog, para que busquem conhecê-lo.
Gilvan Almeida

Julgar o Próximo
“Cada um julga com os elementos que possui. Quanto mais somos ignorantes, menos elementos possuímos, e quanto menos elementos possuímos, mais rápidas e absolutas são nossas conclusões. Ao contrário, quem possui mais conhecimento e, com isso, mais elementos para julgar, não chega a conclusões simplistas, rápidas e absolutas. Logo, quem mais se aproxima da verdade é quem julga lentamente, sem absolutismo, mas com profundidade. Então, quem julga, lançando seu julgamento sobre os outros, em última análise julga a si mesmo, e com seu julgamento, se revela. Pelo fato de não poder julgar senão conforme seu tipo de pensamento e natureza, com o seu julgamento são descobertos seu pensamento e sua natureza. A melhor maneira de se chegar a conhecer uma pessoa é a de observar os seus julgamentos a respeito dos outros. Quando alguém cai na ilusão de supor que, julgando os outros, está assim pondo-os a descoberto e colocando-se acima deles, na realidade, apenas se está submetendo a julgamento, descobrindo-se e mostrando a todos seus próprios defeitos.”
(Pietro Ubaldi – A Lei de Deus)

Pietro Ubaldi (Foligno/Itália, 18 de agosto de 1886 - São Vicente/Brasil, 29 de fevereiro de 1972), foi um filósofo e pensador espiritualista italiano.
Formado em Direito e Música, falava fluentemente inglês, francês, alemão, espanhol e português, além de conhecer também o latim e o grego. Dedicou boa parte da vida ao estudo da Filosofia da Religião, o que o levou a escrever diversas obras sobre o tema, num viés espírita e universalista.
A obra consta de vinte e quatro livros, metade dos quais escritos na Itália e a outra metade no Brasil. O livro "A Grande Síntese" é tido como uma das principais obras, versando sobre uma proposta de compreensão unificada entre as formas de conhecimento humano.
Fonte: Wikipédia

Conheça mais sobre a vida e a obra deste pensador no site

http://pietroubaldi.org/