Com o objetivo de gerar estímulo para uma reflexão, encaminhei esta frase de Michael Balint a alguns amigos e amigas: "... toda doença é também o veículo de um pedido de amor e de atenção". Alguns me disseram um pouco do que sentiram e pensaram. Um deles me disse assim: “Essa sua mensagem me deixou doente. Fiquei com o coração partido, tamanha a sua realidade... Eu já intuía que ficar doente era pedir cuidados especiais, olhares piedosos e carinhos... Agora você completa!” Respondi: “Precisamos ter mais compaixão conosco e com o nosso próximo, compreendendo e tornando-nos cada vez mais sensíveis às expressões das fragilidades humanas. Todas as dores, sejam as físicas, sejam as psicológico-emocionais e, especialmente, as existenciais, são pedidos de socorro nem sempre visíveis. Estar doente muda o status de uma pessoa, na família e na sociedade, principalmente no sentido de receber mais atenção e carinho dos que a rodeiam. Por isso muito(a)s escolhem o caminho de ser um doente, pois só assim recebe, especialmente da família, o acolhimento que precisa. Se ficar bom volta ao abandono.” Gilvan Almeida
terça-feira, 29 de março de 2011
A doença como caminho de vida
Com o objetivo de gerar estímulo para uma reflexão, encaminhei esta frase de Michael Balint a alguns amigos e amigas: "... toda doença é também o veículo de um pedido de amor e de atenção". Alguns me disseram um pouco do que sentiram e pensaram. Um deles me disse assim: “Essa sua mensagem me deixou doente. Fiquei com o coração partido, tamanha a sua realidade... Eu já intuía que ficar doente era pedir cuidados especiais, olhares piedosos e carinhos... Agora você completa!” Respondi: “Precisamos ter mais compaixão conosco e com o nosso próximo, compreendendo e tornando-nos cada vez mais sensíveis às expressões das fragilidades humanas. Todas as dores, sejam as físicas, sejam as psicológico-emocionais e, especialmente, as existenciais, são pedidos de socorro nem sempre visíveis. Estar doente muda o status de uma pessoa, na família e na sociedade, principalmente no sentido de receber mais atenção e carinho dos que a rodeiam. Por isso muito(a)s escolhem o caminho de ser um doente, pois só assim recebe, especialmente da família, o acolhimento que precisa. Se ficar bom volta ao abandono.” Gilvan Almeida
quarta-feira, 16 de março de 2011
7 de abril: médicos interromperão atendimento a planos de saúde.
Graças a Deus tenho conseguido trabalhar e sustentar minha vida e a de minha família, sem necessitar me submeter profissionalmente aos planos de saúde. Para mim, SAÚDE é um DIREITO de todo cidadão e um DEVER do Estado. Não concordo com a mercantilização da doença e da saúde, que o capitalismo nos impôs. O mesmo penso da EDUCAÇÃO. Sei que, pensando assim, posso parecer, para alguns, ainda estar na época dos dinossauros, mas não consigo ver que empresas capitalistas comandando, com base no lucro e nas leis de mercado, a educação e a saúde, possam trazer um benefício real para o povo. Penso também que o ideal seria o Estado administrar totalmente estas duas áreas, investindo em salários dignos, formação profissional ampla e continuada, e a criação de uma infra-estrutura que possibilite o acesso gratuito a toda a população.Em 2010 publiquei neste blog um texto do Dr. Dráuzio Varella abordando este tema ( http://gilvanalmeida.blogspot.com/2010/03/medicos-versus-planos-de-saude.html ). Fiz isso porque concordo com a forma que ele escreveu.
Hoje, volto ao tema, com o intuito de informar aos leitores, o que as associações médicas vêm fazendo para esclarecer à população a situação em que se encontram a classe médica e os usuários dos planos de saúde.
7 de abril: médicos interromperão atendimento a planos de saúde
Os médicos de todo o país irão suspender o atendimento aos planos e seguros de saúde no próximo dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Nesse dia, os médicos não realizarão consultas e outros procedimentos. Os pacientes previamente agendados serão atendidos em nova data. Todos os casos de urgência e emergência receberão a devida assistência. A mobilização é um ato em defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência prestada aos cidadãos. O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor. A paralisação é referendada pela Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas. Por isso, é importante a participação de todos os médicos. Mais informações sobre o movimento nos sites http://www.amb.org.br/ ; http://www.cfm.org.br/ ; http://www.fenam.org.br/.
terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Charges

ReminiscênciasGosto de charges e admiro alguns chargistas, pela inteligência, poder de síntese e visão crítica do que acontece na sociedade brasileira.
Gilvan Almeida
Charge é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. A palavra é de origem francesa e significa carga, ou seja, exagera traços do caráter de alguém ou de algo para torná-lo burlesco. Muito utilizadas em críticas políticas no Brasil. Apesar de ser confundido com cartoon (ou cartum), que é uma palavra de origem inglesa, é considerado como algo totalmente diferente, pois ao contrário da charge, que sempre é uma crítica contundente, o cartoon retrata situações mais corriqueiras do dia-a-dia da sociedade. Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira. Para entender uma charge, não é preciso ser necessariamente uma pessoa culta, basta estar por dentro do que acontece ao seu redor. A charge tem um alcance maior do que um editorial, por exemplo, por isso a charge, como desenho crítico, é temida pelos poderosos. Não é à toa que quando se estabelece censura em algum país, a charge é o primeiro alvo dos censores.
Fonte: Wikipédia
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Homeopata segundo Hahnemann
Acredito na perfeição, no ideal de perfeição, como aspiração máxima que o ser humano deve buscar ao longo da vida, seja em seu íntimo, conhecendo-se, lutando contra si mesmo em tendências, negatividades e impulsos, superando limitações, amadurecendo, evoluindo, transformando defeitos em virtudes, como também lapidando suas relações familiares, interpessoais e profissionais.Não conheço um ser humano perfeito. Embora alguns queiram ser melhor que os outros, considero que somos todos iguais, sujeitos a erros e acertos, frágeis perante nossas próprias falhas e imaturidades.
Depois de muita peia da vida, hoje venho reconhecendo que preciso de Mestres, de quem me dê orientações, ensinamentos, correções, um norte nos momentos de dúvidas e incertezas, um amparo na dor e na solidão.
Na Medicina tenho alguns Mestres que vêm me dando a fundamentação técnica e filosófica para uma prática de acordo com o que idealizo deva ser um bom médico. Sei que o trabalho para ser um verdadeiro discípulo deles exige estudo constante, pelo reconhecimento de que quase nada sei e tenho muito a aprender. Percebo bem isso, quando leio este trecho de uma carta do Dr. Samuel Hahnemann (1755-1843), médico alemão que criou a Homeopatia, em que ele descreve como deve ser um médico homeopata.
Gilvan Almeida
“Busque um homem sensível, íntegro, que seja consciente do que estudou e do que sabe, que responda com clareza e precisão a todas questões que lhe competem; que não saia nunca do assunto e não fale se não é questionado; enfim, um homem que não permaneça alheio ao que lhe concerne, em especial a humanidade.
Escolha preferencialmente um médico que nunca seja grosseiro, que nunca se irrite a não ser perante uma injustiça; que não deprecie a ninguém, a não ser aos aduladores; que tenha poucos amigos mas todos eles de bom coração; que dê aos que sofrem a liberdade de queixar-se; que jamais expresse uma opinião antes de haver meditado bem; que prescreva poucos medicamentos, a maioria das vezes um único, e em substância; que se mantenha modestamente à margem, longe das multidões; que não silencie o mérito dos colegas e não elogie a si mesmo; e, por último, que seja um amigo da ordem e da tranqüilidade e um homem que ame a seus semelhantes e seja caridoso.
Uma coisa mais: antes de decidir, observe como se comporta com os enfermos pobres e se em seu gabinete, quando está só, se ocupa de trabalhos sérios".
Orientação do Dr. Samuel Hahnemann em carta a um príncipe europeu sobre como proceder para escolher um médico homeopata.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"Abre-te Sésamo": desvendando mistérios da infância
Em minha infância, ao ouvir a estória de Ali Babá e os 40 ladrões, lembro de ter me perguntado muitas vezes qual era o "mecanismo de ação" das palavras "Abre-te Sésamo", pelo qual a porta da caverna cheia de tesouros se abria. Por que a porta se abria após as palavras serem ditas??? Esse era o grande mistério da estória que eu queria descobrir. Não encontrei a resposta.Hoje encontrei esta simbologia que deu uma clareada.
Compartilho com vocês.
Gilvan Almeida
SÉSAMO: O sésamo é um fortificante tradicional chinês. Seus grãos fazem alcançar a longevidade. Esta palavra, Sésamo, ficou associada a uma fórmula mágica, a de “Abre-te Sésamo”, que Ali Babá pronunciava para abrir a porta da caverna misteriosa, na qual 40 ladrões guardavam as suas riquezas.(...) Do ponto de vista psicológico, o “abre-te sésamo” também tem a sua significação diante de todas as portas fechadas que são os seres, uns para os outros; basta uma pequena palavra mágica para que se abram, não só o coração, mas os caminhos secretos do inconsciente. O “Abre-te Sésamo” é o grito do chamado lançado à riqueza encerrada na caverna, seja este o grão nutritivo e fecundador, o cofre das riquezas materiais, o refúgio da revelação espiritual ou o labirinto do inconsciente.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Breve estudo sobre o tango
Se alguém perguntar o que me auxilia a sobreviver em momentos difíceis, e me faz viver melhor o dia a dia, certamente citarei a música.A música é de fundamental importância em minha vida desde a infância, vivida em Rio Branco, Acre, em uma época que não havia televisão por aqui. Ouvíamos as duas rádios locais (Difusora Acreana e Novo Andirá) e também as rádios Globo (RJ) e Tupi (SP).
A programação das músicas nas rádios acreanas era bem eclética, indo dos forrós da Marinês, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, ao pop dos Beatles, Joe Cocker, Rick Wakeman; da MPB de Gal Costa, Betânia, Chico Buarque, Caetano Veloso, ao ritmo sulista de Teixeirinha e Mary Terezinha, passando pelo brega de Reginaldo Rossi, Valdick Soriano, Fernando Mendes, Diana, Odair José, além de boleros, salsas e mambos caribenhos. Destacavam-se também alguns cantores acreanos: Jorge Cardoso, J.B.Costa, Auricélio Guedes, dentre outros.
Não lembro quando, nem onde, o tango entrou em meu gosto musical e se tornou um dos prediletos. Recentemente, navegando pela internet, encontrei este pensamento de Enrique Santos Discépolo que me encantou, por dizer de forma tão concisa, simples e ao mesmo tempo profunda, o que sinto quando ouço um tango: “Tango é um pensamento triste que se pode dançar.”
A melodia nostálgica, como uma chave mágica, abre em meu sentimento as portas das reminiscências, especialmente aquelas indefiníveis e atemporais. Não é uma tristeza depressiva que sinto. Será que posso considerar um aflorar momentâneo das dores dos amores que não deram certo? Talvez sim. Ou é o revelar das fragilidades e carências dos seres humanos? Pode ser. Mas o que fica mesmo, deliciosamente, é aquela saudade de não-sei-o-quê.
Com a palavra Tango entrei em diversos sites, encontrei e li muitas coisas interessantes. Trouxe pra vocês um pouco do que gostei, junto com a música Por una cabeza, que considero um dos tangos mais bonitos. Faz parte da trilha sonora do filme Perfume de mulher, naquela cena antológica da dança do ator Al Pacino (em um papel de deficiente visual, que lhe deu um Oscar) com a atriz Chris O’Donnell. Esta versão é de Emir Kusturica (aquele iraniano diretor de cinema, que também é músico) e Goran Bregovic (músico e compositor sérvio-bósnio). Há outras versões também muito bonitas e anteriores a esta, de Carlos Gardel, Astor Piazolla e Andres Calamaro (autor da música): http://www.youtube.com/watch?v=NoDSuNUILH8&feature=related
“...Há a lenda de que a dança em si teria começado nas prisões entre os prisioneiros masculinos, que, uma vez livres, teriam ido viver nos bairros mais pobres de Buenos Aires. Nessa época inicial era dançado por dois homens, daí o fato dos rosto virados, sem se fitar. O Tango mescla o drama, a paixão, a sexualidade, a agressividade, é sempre e totalmente triste. Como dança é "duro", masculino, sem meneios femininos, a mulher é sempre submissa. Nas letras é quase sempre o homem quem sofre por amor, mas a culpa é sempre da mulher. O ritmo é sincopado, tem um compasso binário. A síncope é de uma nota tocada no tempo fraco que se prolonga até um tempo forte, o que movimenta a música e desloca acentuação do ritmo. ... O Tango foi considerado um Patrimonio Cultural da Humanidade da Unesco em 30 de setembro de 2009, em Dubai...” Wikipedia
Gilvan Almeida
