terça-feira, 29 de março de 2011

A doença como caminho de vida

Com o objetivo de gerar estímulo para uma reflexão, encaminhei esta frase de Michael Balint a alguns amigos e amigas: "... toda doença é também o veículo de um pedido de amor e de atenção". Alguns me disseram um pouco do que sentiram e pensaram. Um deles me disse assim: “Essa sua mensagem me deixou doente. Fiquei com o coração partido, tamanha a sua realidade... Eu já intuía que ficar doente era pedir cuidados especiais, olhares piedosos e carinhos... Agora você completa!” Respondi: “Precisamos ter mais compaixão conosco e com o nosso próximo, compreendendo e tornando-nos cada vez mais sensíveis às expressões das fragilidades humanas. Todas as dores, sejam as físicas, sejam as psicológico-emocionais e, especialmente, as existenciais, são pedidos de socorro nem sempre visíveis. Estar doente muda o status de uma pessoa, na família e na sociedade, principalmente no sentido de receber mais atenção e carinho dos que a rodeiam. Por isso muito(a)s escolhem o caminho de ser um doente, pois só assim recebe, especialmente da família, o acolhimento que precisa. Se ficar bom volta ao abandono.” Gilvan Almeida

Um comentário:

Francimar disse...

Caro Gilvan, nessa minha caminhada fazendo assistência farmacêutica também me pego muitas vezes estudando esse assunto e percebo que a carência do ser humano é tão grande que alguns elaboram-na dessa forma: ficando doente para alguém me olhar, me dar atenção. Inúmeras vezes atendi mulheres cujas vidas conjugais não estava boa que usavam este artifício para ter pelo menos a compaixão do marido. Isso é triste, mas acontece diuturnamente na sociedade. Ainda bem que já conseguimos perceber que quem resolve se apossar da doença realmente demora mais a se curar. Assim fica mais fácil também ouvir, orientar quando pedem auxílio.