quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Como criar um filho saudável... apesar do seu Pediatra.

Livro: Como criar um filho saudável... apesar do seu Pediatra.
Autor: Robert Mendelsohn
Editora: Marco Zero

Este é um livro importante em minha formação profissional, especialmente em uma das especialidades médicas que pratico: a Pediatria. Prefiro a realidade desmistificada, e a Medicina, ou melhor, alguns médicos, e quem se aproveita deles – a indústria médica capitalista, alimentam este lado, colocando o conhecimento médico acadêmico atual, de forma mistificada e pretensamente infalível, acima do bem e do mal, com todo o poder para decidir padrões comportamentais, estéticos, alimentares, de sanidade física e mental e outros, como se a verdade científica não fosse mutável e fortemente sujeita a manipulações por interesses escusos. Não é um livro do currículo médico e sua leitura é simples e interessante. Leia um trecho dele a seguir.
Gilvan Almeida

Castigo não é a solução

Crianças precisam, é claro, ser orientadas na direção do comportamento responsável adulto, mas os pais não devem esperar que elas consigam isso de uma vez só. E não há nenhuma evidência convincente de que possa ser alcançado efetivamente empregando-se o velho ditado "é de pequenino que se torce o pepino". Castigo corporal em qualquer idade confunde e traumatiza a criança, pois ela não consegue entender por que a mãe e o pai que ela ama, e que supostamente a amam, passam repentinamente a ter raiva dela e lhe infligir dor física. Ela pode tornar-se insegura, ressentida e até inútil, e a conseqüência pode ser um dano psicológico. O impacto do castigo físico no desenvolvimento da criança tem sido estudado exaustivamente, e o consenso é que a violência provoca danos tanto nos pais quanto nas crianças. O castigo não ensina à criança o que fazer e consegue apenas um benefício temporário, se conseguir, em ensinar-lhe o que não fazer. Não nego que, numa ocasião, levantei a mão, com raiva, mas, na maior parte do tempo, tentei conseguir o objetivo desejado com os meus filhos através da utilização do exemplo e da transmissão de encorajamento terno e amoroso. Estou mais do que satisfeito com os resultados. Espero e creio que meus netos, da mesma maneira, raramente experimentarão castigo físico por qualquer motivo.

Fonte: http://www.cadernor.com.br/index.phpoption=com_content&view=article&id=422:bater-em-crian-covardia&catid=14:filhos&Itemid=67

2 comentários:

Isaac Melo disse...

Caro Gilvan,

mas que bom termos profissionais conscientes e humanos como você. É claro que a ciência, ou melhor, alguns cientistas acreditam que todos os problemas do mundo serão resolvidos se cada vez mais a tecnologia avançar e, não é bem assim...

Boa dica!

Um forte abraço!

Faide disse...

Gilvan, questões que precisam mesmo ser levadas a sério por todos nós.
Todos devemos interagir com as crianças de maneira que elas possam aprender o que queremos expressar,dentro de seu limite de entendimento e não de nosso entendimento ou do educador,seja ele(a) quem for.Atitude que ainda deixa muito a desejar mas que deve ser revista pelos pais, pelos pediatras,que são nossos maiores aliados e por todos que lidam com a criança porque são peças fundamentais no processo de desenvolimento físico,mental e emocional das mesmas,como você citou.
Aprendi a ser mãe da maneira mais gostosa e prazerosa possível,o amor e a doação incondicionais,óbvio que tive e tenho minhas falhas mas hoje sinto-me realizada por estar vivenciando junto ao meu filho a educação e orientação que lhe transmiti,baseadas no amor,respeito,responsabilidade,espiritualidade e cumplicidade.Acredito que ensinará o que aprendeu.

"Filhos são bençãos de Deus."
Abço
Faide.