
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Gentileza em 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
NATAL 2009

A banalização do sagrado
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
25 mitos sobre a gagueira

Lembro que uma das simpatias utilizadas antigamente para “curar” gagueira era bater com colher de pau na cabeça do gago (ou será que ainda usam?). Ainda bem que evoluímos, e hoje a gagueira já é abordada por profissionais de fonoaudiologia, psicologia e medicina.
Encontrei no site do Instituto Brasileiro de Fluência um trabalho elaborado por Sandra Merlo e Hugo Silva, com informações sobre a gagueira, colocadas em forma de perguntas e respostas. Além de esclarecer, o trabalho procura desmistificar o tema. Coloquei duas perguntas e respostas. Caso se interesse, entre no site: http://www.gagueira.org.br/mitos_sobre_gagueira.shtml
Gilvan Almeida
02. Mito: Se eu não gaguejo em algumas situações (por exemplo: cantar, ler em coro, falar com outro sotaque, representar um personagem, sussurrar), é sinal de que posso ser fluente em todas as situações. Se não consigo ser sempre fluente, a culpa é minha.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Passado, presente e futuro

sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Bagagem da viagem II

Em Brasília há uma locadora de filmes que é o meu sonho de consumo para Rio Branco, um dia. Chama-se Cultvideo - http://www.cultvideo.com.br/site/ . Nela, além dos filmes atuais, há um espaço para clássicos, com uma organização dos filmes por Diretor. Desta vez, além de ver mais alguns filmes dos diretores Akira Kurosawa, Ingmar Bergman, Roberto Rosselinni e Luchino Visconti, encontrei uma nova jóia chamada Jean Cocteau, de quem vi o último filme que dirigiu, chamado "Testamento de Orfeu ou não me pergunte por que". Anotei uma série de coisas deste filme, que é o testamento intelectual e artístico de Cocteau, uma viagem por suas reminiscências artísticas e filosóficas, pelos mitos e a essência do ser humano. No início do filme ele, que escreveu o roteiro, dirige e é o ator principal, diz assim: "O privilégio do cinema é permitir a um grande número de pessoas de sonhar o mesmo sonho juntos, e de nos apresentar a ilusão como se fosse a pura realidade. Isto é, em resumo, um admirável veículo para a poesia. Meu filme não é nada diferente de um strip-tease, gradualmente tirando a pele do meu corpo para revelar minha alma nua..." Um personagem de um filme anterior de Cocteau ressurge do mar com uma flor na mão (hibiscus vermelho) e o conduz por todo o filme. Em um determinado momento o diretor é levado para ser julgado pela deusa Minerva e um auxiliar, sendo esta a acusação: “...você é acusado de inocência, sendo culpado de todos os crimes...”. Outras palavras ditas no julgamento: “Você desobedeceu a sua vocação? O que as crianças, os heróis e os artistas fazem sem isto?”; “fenixologia é a arte de morrer repetidamente e renascer”; “Um artista sempre pinta o seu próprio retrato.”; “criando poemas, o poeta usa uma língua, nem viva nem morta, falada por poucos, e entendida por poucos.”; “Eu sinto um tipo, uma dificuldade de existir.”; “Você passa seu tempo tentando ser e isso o impede de viver.” O surpreendente veredito de Minerva: “...você está condenado a viver.” O personagem revivido diz para ele, em outro momento: “...eu nem sei de mim mesmo. Mas estou vagando. Tudo que sei, é que esta flor, composta do seu sangue, compartilha do pulsar do seu destino.” E tem muito mais. Só mais esta: "Um filme é uma fonte de materialização da consciência, um filme ressuscita ações inanimadas. Um filme permite à pessoa fazer que a realidade pareça que é irreal..." Quando puder veja. E como introdução, para que haja uma melhor compreensão do universo filosófico e artístico de Cocteau, veja os Extras antes do filme.
A sinopse do filme: “Em seu último filme (1959), o legendário escritor, artista e cineasta Jean Cocteau retrata um poeta do século XVIII que viaja através do tempo em busca da sabedoria divina. Em um misterioso lugar, ele encontra diversos fantasmas simbólicos que trazem sua morte e ressurreição. Com um elenco eclético, que inclui Jean-Pierre Léaud, Pablo Picasso e Yul Brynner, Testamento de Orfeu traz a exploração do torturante relacionamento entre o artista e suas criações.”
Leia mais sobre o filme:
http://www.gargantadaserpente.com/cine/testamentorfeu.shtml
Análises de filmes
http://www.gargantadaserpente.com/cine/nome-filme.shtml
Leia mais sobre Jean Cocteau:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Cocteau
domingo, 22 de novembro de 2009
Inveja tucana

Gilvan Almeida
INVEJA
18 de novembro de 2009
Não há como se desvincular a imagem de Fernando Henrique Cardoso (FHC) das de Carlos Menem e Alberto Fujimori. Em primeiro lugar, pela generosa submissão da troika ao Consenso de Washington, esperta sacação do Mercado para disseminar a cultura do Estado mínimo que nos legou o desmonte tanto irresponsável quanto nebuloso de grande parte do patrimônio nacional. Segundo, pelo alinhamento automático dos seus governos à política expansionista dos EUA, prática herdada das respectivas ditaduras militares.
Não é sem razão, portanto, a reação de CANDIDO MENDES – membro da Academia Brasileira de Letras, da Comissão de Justiça e Paz, do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco e secretário-geral da Academia da Latinidade, em artigo publicado pela Folha de S Paulo na última quarta-feira, ante um contraditório artigo do ex-presidente brasileiro, multiplicado pelos jornais do país à véspera do dia dos mortos. Queria FHC tentar tirar da indigência nossa medíocre oposição e parte da grande mídia.
Queria. Pois, como depois se viu, o artigo do ex-presidente, “Para onde vamos”, não passou de uma cínica coletânea de velhos chavões da mesma fonte indigente oposicionista dos últimos tempos. Diz Candido Mendes que o indeciso artigo de FHC vai estimular os eleitores nas próximas eleições a mostrar “para onde não voltamos”, principalmente quando o ex-presidente afirma, cinicamente, “que tudo que é bom no atual governo já veio de antes e que o mal de agora apenas começa”.
Uma sábia observação sociológica de que inveja é atributo dos narcisistas cai bem para o “príncipe dos sociólogos”. A invejável evidência do Brasil no conceito planetário fragilizou a estratégia do ex-presidente, cuja fala (contrariando as oposições e grande parte da mídia) abriu espaço a que as eleições de 2010 sejam radicalmente plebiscitárias, como quer o presidente Lula. Em primeiro plano, a privataria versus “a melhoria social do país e a recuperação do poder do Estado”, como observa Candido Mendes.
Teremos, de um lado, a falta de controle da Nação sobre o petróleo (um generoso regime entreguista de concessões). Do outro, a partilha, o modelo norueguês, que amplia a destinação social imediata dos recursos do subsolo. Nos setores onde o governo dos tucanos foi zero, teremos o PAC, milhares de obras a exibir a presença do Estado na mudança da infraestrutura, exigência do nosso desenvolvimento. E o Bolsa Família, uma política de transferência de renda e cidadania, que na visão de Candido Mendes, “colocou a população de uma Colômbia na nossa economia de mercado”.
“A conduta de Lula na determinação visceral de não ceder a um terceiro mandato, avassaladoramente acolhível, se assim quisesse o presidente, por emenda constitucional”, como entende Candido Mendes, expõe a desavergonhada batalha de FHC para que o Congresso Nacional lhe desse, a custa de muita corrupção, um mandato extra. É puro cinismo, portanto, o ex-presidente dizer que "é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde". Simbolicamente dito no dia dos mortos.
Candido Mendes percebe ainda que “o embaraço do tucanato em reconhecer o ‘entreguismo’ dos controles públicos durante o seu governo é o mesmo que o alvoroça a comparar o governo Lula ao ‘populismo autoritário peronista”. Populismo, sabemos, é um termo utilizado pelo conservadorismo oligarca contra as políticas públicas de resgate do fosso social que ele próprio secularmente produziu. Populismo real é aquele que essas mesmas elites praticam há séculos para manutenção do poder e da pobreza.
A despeito deles, e de suas falas cheias de ódio e de inveja, o amadurecimento brasileiro, uma nova amplitude e uma nova densidade são o novo patamar que o mundo reconhece em nós de forma crescente. Na semana passada, o presidente Lula recebeu de instituição ligada à família real do Reino Unido, em Londres, importante prêmio por sua contribuição "à estabilidade e à integração na América Latina" e por seu papel na "resolução de crises regionais". Uma significativa (e invejável) premiação ao Brasil.
Fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com/
sábado, 14 de novembro de 2009
Bagagem da viagem

Quem de nós já pode dizer que encontrou esse tesouro? Se acha que sim, como estão os cuidados para mantê-lo? Se acha que não, o que está sendo feito para encontrá-lo? Será que encontrou e não reconheceu?
Foi como esse mestre do cinema escreveu seu próprio epitáfio: libertando sua alma de criança a correr pelo campo com outras crianças numa tarde tocantemente crepuscular, cantarolando “madadayo”. Aos poucos sobre o cantarolar, sobressai-se suavemente "L’estro Armonico" de Vivaldi, clássico de que tanto gostava, a câmera focalizando o céu cheio de cores – a última cena do filme – a alma do mestre a adejar por entre as nuvens rumo ao infinito. Como no filme, o que é perene é invisível.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Bebês devem dormir de barriga para cima.

1 - POSIÇÃO CORRETA
domingo, 18 de outubro de 2009
18 de outubro - Dia do Médico

Gilvan Almeida
Por que 18 de outubro é o "dia dos médicos"
O dia 18 de outubro foi escolhido como "dia dos médicos" por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento. Seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica; os dois que o precederam foram escritos pelos apóstolos Mateus e Marcos.
Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Além do evangelho, é autor do "Ato dos Apóstolos", que complementa o evangelho.
Segundo a tradição, São Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antióquia. Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego.
São Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de S. Lucas. Segundo a tradição era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente à Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendo-se a data do seu nascimento, assim como de sua morte.
Há incerteza, igualmente, sobre as circunstâncias de sua morte; segundo alguns teria sido martirizado, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo; segundo outros morreu de morte natural em idade avançada. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais. Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos. Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição de médico. A principal delas nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se refere a "Lucas, o amado médico" (4.14). Foi grande amigo de São Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.
Outra prova indireta da sua condição de médico consiste na terminologia empregada por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de que Lucas era realmente médico. Dentre estes estudos, gostaríamos de citar o de Dircks, que contém um glossário das palavras de interesse médico encontradas no Novo Testamento.
A vida de São Lucas, como evangelista e como médico, foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado "Médico de homens e de almas", de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Sao Lucas.
A escolha de São Lucas como patrono dos médicos nos países que professam o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre São Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 páginas, fruto de investigações pessoais e rica fonte de informações sobre o patrono dos médicos. Nesta obra, intitulada "Médico, pintor e santo", o autor refere que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do "Colégio dos filósofos e dos médicos".
A escolha de São Lucas como patrono dos médicos e do dia 18 de outubro como "dia dos médicos", é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro como "dia dos médicos".
Referências bibliográficas
1. RIBEIRO, E.B. - Médico, pintor e santo. São Paulo, São Paulo Editora, 1970.2. STERPELLONE, L. - Os santos e a medicina (trad.) São Paulo, Paulus, 1998, p. 13-20.3. FREY, E.F. - Saints in medical history. Clio Med. 14:35-70, 1979.4. DIRCKS, J.H. - Scientific and medical terms and references in the writings of St. Luke. Am. J. Dermatopathol. 5:491-499, 1983.5. CALDWELL, T. - Médico de homens e de almas.(trad.). 31. ed. Rio de Janeiro, Ed. Record, 2002.
Autor: Joffre M. de Rezende - 24/05/2003
e-mail: jmrezende@cultura.com.br
http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende
Tópicos Selecionados de História da Medicina e Linguagem Médica
Artigos, notas e comentários
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Fome

Gilvan Almeida
Número de famintos no mundo passa de 1 bilhão em 2009, diz ONU
Da Reuters, em Roma
Uma combinação da crise alimentar e da desaceleração econômica global fez com que mais de 1 bilhão de pessoas passasse fome em 2009, informaram agências da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, confirmando a perspectiva pessimista divulgada neste ano.
A Organização para a Agricultura e Alimentos (FAO, na sigla em inglês) e o Programa Mundial para a Alimentação (WFP, na sigla em inglês) disseram que 1,02 bilhão de pessoas --cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado-- estão subnutridas em 2009, maior número em décadas."A alta no número de pessoas famintas é intolerável", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, durante a divulgação do relatório anual sobre a fome no mundo."Temos os meios econômicos e técnicos para fazer a fome desaparecer, o que está faltando é uma vontade política mais forte para erradicar a fome para sempre", disse.O aumento no número de famintos não é resultado de problemas na produção agrícola, mas sim dos altos preços dos alimentos --particularmente em países em desenvolvimento-- menor renda e perda de empregos.Mesmo antes da recente crise alimentar e da recessão econômica, o número de desnutridos cresceu constantemente por uma década, revertendo o progresso obtido na década de 1980 e no início da década de 1990.
No ano passado o WFP elevou para 5 bilhões de dólares o montante necessário para alimentar os pobres, num momento em que os preços dos alimentos entre 2006 e 2008 geraram protestos violentos em alguns países.
Até o momento, neste ano, a entidade recebeu 2,9 bilhões de dólares e reduziu a ração de alimentos e suas operações em lugares como Quênia e Bangladesh.
Países africanos lideram Índice Global da Fome
Os países africanos continuam à frente no Índice Global da Fome 2009 apresentado hoje, em Berlim, pela alemã Welthungerhilfe e pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI, em inglês), que destaca que as mulheres são as que mais sofrem com a desnutrição e a pobreza.
(Reportagem de Silvia Aloisi)
sábado, 10 de outubro de 2009
Nobel da Paz ???

Ontem, com perplexidade, recebi a notícia que o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, havia sido laureado com o prêmio Nobel da Paz. Fica difícil entender que o homem que há poucos meses pediu ao congresso estadunidense 200 bilhões de dólares para a manutenção da guerra, em 2010, em diversos países – leia texto abaixo – receba tal honra e passe a ocupar na história mundial um lugar junto ao Dalai Lama, a Nelson Mandela, à Organização Médicos Sem Fronteiras, ao bispo sul-africano Desmond Tutu, ao escritor argentino Adolfo Esquivel, também ganhadores deste prêmio.
26 de fevereiro de 2009
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá mais de US$ 200 bilhões para os gastos das guerras mantidas pelo país neste ano, segundo informações divulgadas pela imprensa nesta quinta-feira, 26. O governo Obama deve apresentar nesta tarde a proposta de Orçamento para o ano fiscal de 2010, que segundo a imprensa, prevê um déficit de US$ 1,75 trilhões neste ano, o maior desde a Segunda Guerra Mundial.
Obama espera que os gastos dos Estados Unidos com as guerras no Iraque e no Afeganistão cheguem a US$ 140 bilhões para o atual ano fiscal, que termina em setembro, de acordo com uma importante autoridade do governo. Parte desse montante (US$ 65,9 bi) já foi apropriada pelo governo de George W. Bush no ano passado. Mas a autoridade, que falou sob a condição de anonimato, disse que o governo precisará fazer um pedido adicional ao Congresso por uma verba suplementar de US$ 75 bilhões para enviar mais tropas para o conflito afegão, somando os mais de US$ 200 bi. O orçamento incluirá mais US$ 130 bilhões para guerras em 2010 e US$ 50 bilhões por ano para o restante da próxima década.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Como criar um filho saudável... apesar do seu Pediatra.

Editora: Marco Zero
Este é um livro importante em minha formação profissional, especialmente em uma das especialidades médicas que pratico: a Pediatria. Prefiro a realidade desmistificada, e a Medicina, ou melhor, alguns médicos, e quem se aproveita deles – a indústria médica capitalista, alimentam este lado, colocando o conhecimento médico acadêmico atual, de forma mistificada e pretensamente infalível, acima do bem e do mal, com todo o poder para decidir padrões comportamentais, estéticos, alimentares, de sanidade física e mental e outros, como se a verdade científica não fosse mutável e fortemente sujeita a manipulações por interesses escusos. Não é um livro do currículo médico e sua leitura é simples e interessante. Leia um trecho dele a seguir.
Crianças precisam, é claro, ser orientadas na direção do comportamento responsável adulto, mas os pais não devem esperar que elas consigam isso de uma vez só. E não há nenhuma evidência convincente de que possa ser alcançado efetivamente empregando-se o velho ditado "é de pequenino que se torce o pepino". Castigo corporal em qualquer idade confunde e traumatiza a criança, pois ela não consegue entender por que a mãe e o pai que ela ama, e que supostamente a amam, passam repentinamente a ter raiva dela e lhe infligir dor física. Ela pode tornar-se insegura, ressentida e até inútil, e a conseqüência pode ser um dano psicológico. O impacto do castigo físico no desenvolvimento da criança tem sido estudado exaustivamente, e o consenso é que a violência provoca danos tanto nos pais quanto nas crianças. O castigo não ensina à criança o que fazer e consegue apenas um benefício temporário, se conseguir, em ensinar-lhe o que não fazer. Não nego que, numa ocasião, levantei a mão, com raiva, mas, na maior parte do tempo, tentei conseguir o objetivo desejado com os meus filhos através da utilização do exemplo e da transmissão de encorajamento terno e amoroso. Estou mais do que satisfeito com os resultados. Espero e creio que meus netos, da mesma maneira, raramente experimentarão castigo físico por qualquer motivo.
Fonte: http://www.cadernor.com.br/index.phpoption=com_content&view=article&id=422:bater-em-crian-covardia&catid=14:filhos&Itemid=67
sábado, 26 de setembro de 2009
Um outro 11 de setembro

Salvador Allende, o Presidente deposto e assassinado naquele golpe, ousou sonhar, junto com os que o elegeram, em construir um Chile livre e soberano. Foi impedido porque daria mau exemplo aos outros povos.
Milhares de chilenos foram torturados e assassinados, e poucos governos fizeram qualquer sinal de preocupação ou solidariedade ao povo perseguido.
Por isso, quando anualmente nos lembrarmos dos mortos nos ataques terroristas aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, lembremo-nos também dos chilenos mortos e desaparecidos, e de sua jovem democracia assassinada em 11 de setembro de 1973.
Gilvan Almeida
sábado, 12 de setembro de 2009
Conversa sobre a inveja

O que penso, sendo conciso conforme a amiga pede: Algumas filosofias espiritualistas e religiosas têm o desejo como fonte de todo o sofrimento humano. Concordo com elas.
Assim, uma forma que procuro me monitorar quanto a estar ou não sentindo inveja é vendo a quantas andam os meus desejos. Entendo, então, que na raiz da inveja está o desejo, principalmente o desejo de ter algo de alguém, ou igual ou ainda melhor que o de alguém, seja um bem material, um amigo, um amor, inteligência, êxito na vida, conhecimentos, etc.
Outra amiga opina: Outro dia recebi um e-mail de um amigo falando que estava com "inveja branca" das fotografias que mostrei da minha viagem a Nova York; achei interessante, porque ainda não tinha visto essas duas palavras juntas. Entretanto, vejo que a inveja branca é sadia, de paz e amor, enquanto a inveja no sentido literal da palavra pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual. Confesso, que tenho uma certa dificuldade de lidar com o sentimento da inveja e do ciúme, na hora não sei que medida adotar quando a pessoa está com esse sentimento comigo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Grandes escritores I : Fernando Pessoa

Recentemente, li o texto Antropofagia, de Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”, que diz assim: “Para comer meus próprios semelhantes, eis-me sentado à mesa”, escreveu Augusto dos Anjos (“Eu”, 1912, Revista de Antropofagia 1). ' Eu escrevo antropofagicamente: quero que me devorem. Eu leio antropofagicamente: quero devorar aquele que escreveu. Nietzsche sentia o mesmo e disse que só amava os livros escritos com sangue. Como na Eucaristia. A eucaristia é um ritual antropofágico. “Esse pão é o meu corpo; esse vinho é o meu sangue. Comei. Bebei.” Literatura é antropofagia, o que está de acordo com a teologia do evangelho de João, que a afirma que a Palavra é igual à carne. ’ E eu, que nem me imaginava antropófago, deliciei-me ao ver que a minha tendência a “devorar” autores e suas obras também acontece com muitas outras pessoas.
Meus amores literários sempre foram por obras escritas em prosa. Não tinha paciência, sensibilidade e compreensão para escritos em verso, até me encontrar, recentemente, de forma mais intensa, com o escritor Fernando Pessoa, minha atual paixão. Falando isto a um amigo, ele me disse: “você ainda não tinha suficiente maturidade intelectual e sentimental para penetrar na alma e no coração da poesia”. Já gostava de algumas poesias dele, recitadas pela cantora Maria Betânia em alguns shows; lidas em mensagens e sites na internet e também através de um CD, A música em Pessoa, em que musicaram algumas poesias dele, e que são cantadas por Nana Caymmi, Tom Jobim, Marcos Nanini e outros. Agora, estou definitivamente conquistado. Li o livro O Eu profundo e os outros Eus e acredito ter chegado mais perto da alma e do coração do poeta, e pude sentir mais a genialidade de Fernando Pessoa e seus heterônimos. Muitas vezes uma frase de 5 ou 6 palavras me fazia parar a leitura para refletir, buscar os sentimentos do autor, e também os meus, envolvidos no que ele estava querendo dizer, e entender onde, como e por quê me tocavam. Gosto de escritores que me desafiam, que me tiram da inércia de sentimentos e da mesmice intelectual, e dão um “nó” na minha compreensão, além de estilhaçar as minhas convicções e paradigmas, e Pessoa veio se unir a outros que fazem isto comigo, especialmente Kafka, Camus, Gabriel Garcia Marques, George Orwell, Erasmo de Roterdã, Machado de Assis, Clarice Lispector, Rainer Rilke, Arthur Rimbaud.
Adquiri na I Bienal da Floresta do livro e da leitura as Poesias Completas de Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, os três principais heterônimos de Fernando Pessoa, e estou agora ampliando meus conhecimentos sobre o universo deste Mestre da palavra. Deixo-os com esta poesia dele, que foi a primeira que gostei, na voz da Betânia, na década de 70, e que só recentemente soube do nome, o que me fez gostar mais ainda:
EROS E PSIQUE
A Princesa Adormecida,
Longe o Infante, esforçado,
Mas cada um cumpre o Destino,
E, se bem que seja obscuro
E, inda tonto do que houvera,
http://www.insite.com.br/art/pessoa/
13 de junho de 1888 - Nasce em Lisboa, às 3 horas da tarde, Fernando Antônio Nogueira Pessoa.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Quando o luxo vem sem etiqueta...

Gilvan Almeida
Quando o luxo vem sem etiqueta...
O cara desce na estação do metrô de Nova York vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
sábado, 8 de agosto de 2009
Adeus, Mariangeles!

Semelhante aos demais seres humanos, pois somos todos iguais em carências, seja acreano, tailandês, russo, espanhol ou nigeriano, um dia ela chegou ao Acre, em busca de mais luz para seu interior. Iniciamos uma amizade, que sobreviveu à distância geográfica, alimentada por muitos e-mails.
Mariangeles lutou como uma guerreira em busca de se conhecer e poder transcender as dores de sua alma. Mulher corajosa que não teve medo e nem vergonha de se ver, e não fugiu de suas próprias fragilidades, assumindo-as com humildade e pelejando pela transformação alquímica do defeito em virtude, do espinho em flor. Mesmo diante do sofrimento que a doença lhe impôs, não se acomodou e continuava em busca de compreender mais e melhor os mistérios da vida.
Quantos de nós submetidos a uma dor profunda teríamos condições de sentir e dizer o que ela me disse em um e-mail:
“... Quiero contarte, con alegria, que llevo un tiempo ya, comprendiendo mi proceso de salud, como una bendicion... porque me esta trayendo, una gran belleza para el alma.... Es doloroso el estado fisico y solo Dios sabe si podra soportarlo mi cuerpo, mas puedo decirte, con alegria, que mi estado emocional esta siendo hermoso... Vivi siempre intensamente y buscando afinar mi discernimiento para saber ver de verdad... y en ese camino continuar andando, afinando cada vez mas el instrumento corazón...”
Dentre tantas coisas boas que ela me deu, uma é especial e ficará como sua maior recordação: a poesia Los portadores de sueños, de Gioconda Belli, que publiquei neste blog, no dia 22.05.2009.
Ao receber a notícia de sua morte, transmitida pela nossa amiga Zeneide, acreana que reside na Espanha, senti tristeza pela perda e, ao mesmo tempo, uma grande alegria em saber que, ao morrer, ela estava em paz, serena nos sentimentos e bem mais compreensiva sobre o real significado da vida.
Adeus, Mariangeles!
Gilvan Almeida
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Alguns livros e autores que me fizeram a cabeça

Gilvan Almeida
Alguns livros e autores que me fizeram a cabeça:
1. Como passar sua vida a limpo – Marisa Thame;
2. O caminho da autotransformação – Eva Pierrakos;
3. A utopia – Thomas Morus;
4. A mãe – Gorki;
5. O drama da criança bem dotada – Alice Miller;
6. Sexo e repressão na sociedade selvagem - Bronislaw Malinowski;
7. José de Alencar – diversos, especialmente O guarani, Iracema, Cinco minutos, Senhora e O tronco do ipê;
8. José Lins do Rego – diversos, especialmente O menino do engenho e Fogo morto;
9. Gabriel Garcia Márquez – diversos, especialmente Cem anos de solidão, Crônica de uma morte anunciada e Relato de um náufrago;
10. O velho e o mar – Ernest Hemingway;
11. Elogio da loucura – Erasmo de Roterdã;
12. A metamorfose – Kafka;
13. Fernão Capelo Gaivota – Richard Bach;
14. O pequeno príncipe – Saint Exupéry;
15. O manifesto comunista – Marx e Engels;
16. As veias abertas da América Latina – Eduardo Galeano;
17. A história da riqueza do homem – Leo Hubermann;
18. George Orwell - 1984 e A revolução dos bichos;
19. Jardim de inverno - Pablo Neruda;
20. Apologia a Sócrates – Platão;
21. A luz da Ásia – Edwin Arnold;
22. Machado de Assis – diversos, especialmente O alienista e Memórias póstumas de Brás Cubas;
23. Bestiário – Julio Cortazar;
24. Albert Camus – diversos, especialmente A peste e A queda;
25. Victor Hugo – diversos, especialmente Os miseráveis;
26. Guerra e paz – Leon Tolstoi;
27. Crime e castigo – Dostoievski;
28. O evangelho segundo o Espiritismo – Alan Kardec;
29. Admirável mundo novo – Aldous Huxley;
30. Taylor Caldwell - Médico de homens e de almas e O grande amigo de Deus;
32. Samuel Hahnemann – diversos, especialmente O organon da arte de curar e Doenças crônicas;
33. Livros espíritas Kardecistas – especialmente O amor venceu (Zibia Gasparetto), Paulo e Estevão e E a vida continua (Emannuel);
34. Thiago de mello – Os estatutos do homem e Faz escuro mas eu canto;
35. O mártir do Gólgota - Henrique Perez Escrich;
36. Robinson Crusoé - Daniel Defoe;
37. Antônio Callado - Bar Don Juan e Quarup;
38. O beijo da mulher-aranha – Daniel Puig;
39. Alexandre Dumas pai – O conde de Montecristo e Os três mosqueteiros;
40. Maíra - Darcy Ribeiro;
41. Jean Genet - Diário de um ladrão e Querelle;
42. Érico Veríssimo - diversos, especialmente Olhai os lírios do campo;
43. O tratado de Narciso in A volta do filho pródigo – André Gide;
44. Histórias de homens notáveis – Gurdjieff;
45. Rainer Maria Rilke - Cartas a um jovem poeta e O diário de Florença;
46. Sir Richard Francis Burton: O agente secreto que fez a peregrinação a Meca, descobriu o Kama Sutra e trouxe As mil e uma noites para o Ocidente – Uma biografia escrita por Edward Rice;
47. Carlos Castañeda - A erva do diabo; O segundo círculo do Poder; Porta para o infinito; Viagem a Ixtlán e outros;
48. O crime do padre Amaro e Primo Basílio – Eça de Queiroz;
49. Camilo Castelo Branco - Amor de perdição e Amor de salvação;
50. Hermann Hesse - Demian, Sidarta e O lobo da estepe;
51. Lobsang Rampa - A terceira visão, Entre os monges do Tibete, O manto amarelo e outros;
52. O caçador de pipas - Khaled Hosseini;
53. Tao Te King – Lao Tsé;
54. A essência da sabedoria de Confúcio - Charles J. Finger;
55. Coleção Os grandes iniciados: Moisés, Krishna, Orfeu e outros;
56. A arte cavalheiresca do arqueiro Zen - Eugen Herrigel;
57. O Zen na arte da cerimônia do chá - Horst Hammitzsch;
58. Shogun – James Clavell;
59. A expropriação da saúde: nêmesis da Medicina - Ivan Illich;
60. Paulo Coelho - O alquimista e Diário de um mago;
61. Jorge Amado - Mar morto; Tereza Batista cansada de guerra; Gabriela, cravo e canela; O cavaleiro da esperança e outros;
62. Morangos mofados - Caio Fernando Abreu;
63. Krishnamurti – Liberte-se do passado e diversos textos;
64. Isabel Allende – Paula; A casa dos espíritos e De amor e de sombra;
65. Além das balas mágicas - Bernard Dixon;
66. A redoma de vidro – Sylvia Plath;
67. Dibbs, em busca de si mesmo - Dra. Axline;
68. Nunca lhe prometi um jardim de rosas: Hannah Green;
69. O apanhador no campo de centeio - J.D. Salinger;
70. Teorema - Pier Paolo Pasolini;
71. O feiticeiro do Alto Amazonas - Bruce Lamb;
72. Irmão do 3º grau - Will L. Garver;
73. A vós confio - Rosa Cruz AMORC;
74. A vida secreta das plantas - Peter Tomkis e Christopher Bird;
75. O menino do dedo verde - Maurice Druon;
76. Clarice Lispector - Felicidade clandestina e Perto do coração selvagem;
77. O livro de Mirdad - Mikhail Naimy;
78. Sobre a brevidade da vida - Sêneca;
79. A tábua de esmeraldas - Hermes Trismegisto;
80. Confissões de um comedor de ópio - Thomas de Quincey;
81. A carne - Júlio Ribeiro;
82. Inocência - Visconde de Taunay;
83. Lavoura arcaica - Raduan Nassar;
84. A arte de viver - Epicteto;
85. A arte da prudência – Baltasar Gracián;
86. O caminho dos sonhos - Marie-Louise Von Franz;
87. Fernando Pessoa - Diversas poesias e O eu profundo e os outros eus;
88. A psicanálise dos contos de fada - Bruno Bettelheim;
89. As mil e uma noites - alguns trechos;
90. Zero - Ignácio de Loyola Brandão;
91. Os carbonários - Alfredo Sirkis
92. Batismo de sangue - Frei Tito;
93. Nos porões da ditadura - Raymundo Negrão Torres;
94. O que é isso, companheiro – Fernando Gabeira;
95. Rubem Alves - Ostra feliz não faz pérola e diversos textos;
96. Você pode curar sua vida - Louise Hay;
97. Uma temporada no inferno - Arthur Rimbaud;
98. A última grande lição - Mitch Albom
99. A pérola – John Steinbeck
100. O corpo fala – Pierre Weil e Roland Tompakow
101. Rollo May - A arte do aconselhamento psicológico e O homem à procura de si mesmo;
102. Robert A. Johnson - He; She; We e A chave do reino interior;
103. A doença como caminho – Thorwald Dethlefsen e Rudiger Dahlke;
104. A doença como linguagem da alma – Rudiger Dahlke;
105. Amor, medicina e milagres – Bernie S. Siegel;
106. O pobre de Deus – Nikos Karantzakis;
107. Nossos índios, nossos mortos – Edilson Martins
108. Dalai Lama - Liberdade no exílio; A arte da felicidade e outros;
109. Irmãos, irmãs – Karl Koning
110. Onde não há médico – Dr. Werner
111. Dicionário de símbolos - Jean Chevalier e Alain Gheerbrant
112. O despertar do tigre - Peter a. Levine
113. Cem dias entre o céu e mar – Amyr Klink
114. Roberto Shinyashiki - A Carícia Essencial e outros;
115. O Dom Supremo - Henry Drummond
116. Os Filmes Que Eu Vi Com Freud - Waldemar Zusman
117. Contos Fantásticos - Guy de Maupassant
118. A Voz do Silêncio - Helena Blavatsky
119. O Coração das Trevas - Joseph Conrad
120. Não Faça Tempestade em Copo D’água - Richard Carlson
121. O Desvendar do Amor - Bob Hoffman
123. Continuo me recordando dos livros que li ........
sábado, 18 de julho de 2009
A ideologia saiu de moda? Adote a que está em alta.

sábado, 11 de julho de 2009
O REI E O SÁBIO

O REI E O SÁBIO
Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades procurou o rei para descobrir seu segredo. Ele pensava:
- Como o rei, que não é versado nas sagradas escrituras e não leva uma vida de penitência e renúncia, pode viver cercado por tantas riquezas materiais e ainda assim não ficar “contaminado” por elas? Eu, que renunciei ao mundo e conheço todos os Vedas (livros sagrados), tenho tantos problemas, e ele é virtuoso e amado por todos.
Ao chegar na frente do rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma. O rei respondeu:
- Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio, assim o Senhor vai descobrir meu segredo. Porém, há uma condição: se o Senhor deixar que a chama se apague, cairá morto.
Desse modo, o sábio visitou todas as salas e duas horas depois voltou para o rei, que lhe perguntou:
- O Senhor viu toda a minha riqueza?
Ainda tremendo da experiência, o sábio respondeu:
- Sua majestade, não vi absolutamente nada. Eu estava tão preocupado em manter a chama acesa que não notei nada.
Com o olhar cheio de misericórdia, o rei falou do seu segredo:
- Assim, Senhor sábio, eu vivo. Tenho tanta atenção em manter a chama da minha alma acesa, que embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam. Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença, e não o contrário.
Esta história ilustra dois fatos:
· A virtude ou defeito não está em ter as coisas, mas em como são utilizadas.
· O verdadeiro esforço se limita em manter a consciência interior espiritualmente acesa, e não em lutar contra supostas tentações e ameaças.
sábado, 4 de julho de 2009
Indicação de livro: A casa do delírio

Reportagem no Manicômio Judiciário de Franco da Rocha
Autor: Douglas Tavolaro
Editora: Senac-São Paulo
Gilvan Almeida
Escrito na contra-capa do livro:
Inaugurado no último dia de 1933, o Manicômio Judiciário de Franco da Rocha continua sendo o maior abrigo de doentes mentais criminosos do Brasil. Foi considerado nos anos 1950 um dos mais importantes hospitais-presídios da América Latina, na vanguarda dos estudos psiquiátricos, mas nos anos 1960 tornou-se “depósito de loucos” superlotado, com os horrores dessa situação: fome, sujeira, doença, violência. Hoje, com a dignidade em recuperação, luta para livrar-se do estigma de ter sido “um inferno onde quem entra só sai morto”.
Conta-se aqui a história do manicômio e a de alguns de seus personagens marcantes; mostra a “rotina insana” conforme a captou o olhar atento e a sensibilidade do autor. Diversos fatos narrados causam o impacto de uma dura realidade, sem que se perca sua dimensão humana.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Socorro a bancos

Gilvan Almeida
Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU.
BBC Brasil - 24/06/2009
A indústria financeira internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, segundo aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Campanha da ONU pelas Metas do Milênio.
Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.
Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.
A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.
O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo "identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise em longo prazo", segundo a convocação das Nações Unidas.
Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.
Vontade política
O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.
"Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime", disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty.
"O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados", lamentou.
"O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram", disse Shetty.
O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.
Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global.
"Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar", afirmou.
sábado, 20 de junho de 2009
Matéria prima 1

Gilvan Almeida
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Quem sou eu?
